Não se trata de saudosismo por uma época não vivida, embora os choros tocados pelo Mantiqueira Duo também consigam despertar memórias, como relatam os ouvintes que viveram a época em que o gênero musical brasileiro era apreciado intensamente. Para os músicos Igor Dutra e Fabrício Souza, ouvir e tocar a música de tempos passados significa a continuação de uma conversa iniciada há 9 anos, quando tocavam em um grupo de choro no projeto social onde estudavam música.

Instigados pela música, saíram da cidade em busca de conhecimento. Fabrício estudou quatro anos na Universidade Federal do Pampa no Rio Grande do Sul, onde cursou Licenciatura em música, participou de festivais como o Festival de Violão da UFRGS e o Festival Internacional Música no Pampa. Tocou na Camerata Pampeana de Violões e participou da fundação de um de grupo de choro que tornou-se projeto de extensão da universidade. Igor ingressou em 2014 no curso de Bacharelado pela Escola Superior de Música da Faculdade Integral Cantareira, e na Escola de Música do Estado de São Paulo, cursando violino barroco, mais tarde começou a fazer aulas particulares com o professor italiano Emmanuele Baldini (Spalla da OSESP) e o violinista alemão Erich Lehninger. Já participou de alguns dos mais importantes festivais de música do Brasil, como o Festival Internacional de Campos do Jordão, Música nas Montanhas (Poços de Caldas), FEMUSC (Santa Catarina), Festival Música em Trancoso Bahia), tendo a oportunidade de fazer aulas com professores de toda parte do mundo. Atualmente integra a Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos, a Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro e é spalla da Orquestra de Câmara Circuito das Águas (São Lourenço).

Novamente em contato musical, os músicos deram início a um novo projeto: o Mantiqueira duo, no qual além de clássicos do choro, tocam arranjos instrumentais de compositores como Milton Nascimento, Cartola, Guinga, Noel Rosa e Tom Jobim. Dentre as propostas do duo, está a ideia de difundir a música brasileira e a música instrumental em diferentes espaços, inclusive em locais públicos, como calçadões, parques e praças.

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